torna-se urgente vencer o ódio, o medo, a revolta.
torna-se urgente.
de uma urgência maior do que as nossas confortáveis vidas nos permitem adivinhar,
de uma urgência maior do que a tristeza que nos assola pela noite com notícias de uma atrocidade maior do que a que conseguimos suportar.
é urgente vencer este ódio, este medo, esta revolta.
seja de que forma for.
e eu acredito, ou tenho dentro de mim, uma única forma.
dizia-me uma amiga, numa discussão tranquila, que o medo é o oposto de amar. respondi que não, que o medo pode alimentar um amor que se quer guardado. hoje, depois de ontem e de Nice, entendo melhor que o medo nos pode tirar essa capacidade e disponibilidade de amar.
de amar em pleno o próximo, seja ele qual for.
seja de que forma for.
num filme de referência (para mim) - L’Haine - dizia-se algures que ‘o ódio gera mais ódio’. num google muito superficial descubro uma frase de St Agostinho que diz ‘A ira gera o ódio, e do ódio nascem a dor e o medo’.
por tudo isto, meio atabalhoado e perdido em sentimentos contraditórios, queria apenas deixar esta mensagem, para que também eu acredite nela:
é urgente vencer o ódio, o medo e a revolta que nos assalta hoje.
a única forma de ganhar esta batalha é acreditar no amor que temos uns pelos outros, alimentar esse amor e fazer com que nada se interponha na construção desse sentimento.
porque acredito sinceramente que essa é a única solução
e que apenas e só o amor pode vencer o ódio, o medo e a revolta.
“A ira gera o ódio, e do ódio nascem a dor e o medo”